terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Sufoco...

E chegamos novamente naquele tempo de mudanças e despedidas que ocorrem todos os anos...
Mas desta vez... Não sei... Há algo novo... Parece tudo diferente.
Não estão ocorrendo simples alterações, mas tudo está se transformando.

Minha cabeça tem dado voltas nos últimos dias. É tanta coisa acontecendo...
Sequer consigo parar para pensar e escrever sobre alguma situação que se sucedeu durante o dia ou defender minhas idéias, furadas ou não!

Hoje o que eu preciso é de algum meio para desabafar, confessar minhas ansiedades, gritar em silêncio.

Esse vazio permanente no peito, essa insegurança a respeito do meu futuro (imediato) me corroem por dentro. A falta de controle sobre as coisas me deixa louca!
O tempo está correndo e tudo o acompanha.

Não quero perder nada. Não quero perder ninguém!
Que sensação triste...

Inacreditável! Não gosto de estar assim.
Mas o fato é que não quero que outros caminhos acabem me distanciando daquilo que considero importante.

O destino pode ser alterado em qualquer decisão...
Isto é o que me perturba... E isto (também) é o que me alivia.


Ok... Entendo que desabafos não costumam fazer muito sentido, em especial os meus.
Mas estas frases soltas, aparentemente sem grandes significados, têm me ajudado a deixar de lado um pouco certas coisas que me sufocam.
Compreendam...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Depois da tempestade, calmaria...

... E então a tempestade vai para o vizinho!

Por gentileza, alguma pessoa que esteja lendo isto aqui me responda: Por que problemas que não são meus acabam me afetando?

Na verdade não estou esperando respostas de ninguém... Eu já sei o porquê da pergunta que fiz.

Quando falo em problemas não me refiro aos de uma pessoa qualquer, mas sim de alguém próximo, de gente querida, gente que merece preocupação. E exatamente por esta razão me sinto tão atingida.

Não costumo me preocupar com a vida dos outros. Todos têm questões a serem analisadas e cada um que cuide das suas. Não que seja egoísmo meu esta falta de interesse. Tudo bem... Talvez parte dela seja, mas não é por mal. Uso como argumento de defesa uma frase de Mário Quintana, na qual ele diz que "o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso", e é verdade! Em determinadas situações, palpites não são bem-vindos. Compreendo isso.

Porém, apesar desta precaução para evitar intrometimentos, alguns fatos me sugam para o olho de um furacão (com ou sem o meu consentimento) que sequer deveria me envolver!

O simples fato de alguém a quem destino muito carinho estar enfrentando uma tempestade me faz sentir como se fosse uma dor da qual EU sou digna. Infelizmente vejo que a minha falta de empenho para resolver problemas que não são meus não tem tanto efeito como eu imaginava.

Mas admito que são poucas as pessoas que me fazem pensar em soluções que, na realidade, não estão ligadas a mim; no entanto, apesar de poucas, estas pessoas existem, têm importância na minha vida e... Me tiram o sono! Mas ao mesmo tempo, me retribuem com tanto carinho e tamanha dedicação, que em vez de me sentir perturbada, sinto prazer em continuar perdendo noites para ajudar quem merece...

E, por incrível que pareça, acabo por agradecer! Não os problemas (ou até eles!), mas agradeço por estar envolvida em tudo, agradeço por me envolverem nisso; Agradeço por receber e por poder dar atenção; Agradeço por ter esta gente especial na minha vida, seja para me preocupar, seja para que se preocupem comigo...

Por fim, muito obrigada!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Sempre "Decepção"...

P O R R A ! ! ! !

Quanto mais eu protesto para merecer reconhecimento... Quanto mais sincera eu sou... Quanto mais eu planejo tudo pensando sempre no que é correto... Quanto mais eu tento agradar quem me cobra TUDO, quem me suga TUDO, quem me obriga a me retrair... MAIS EU TOMO NA CARA!

ISSO CANSA.

ISSO CANSA!!

Com o tempo parece que venho aprendendo que quando se fala a verdade, as pessoas duvidam.

Quando se age corretamente, as pessoas estranham... E duvidam novamente.

Quando mais se está digno de receber o tal do reconhecimento, mais longe parece que ficamos dele.

É IMPOSSÍVEL COMPREENDER!!

ISSO CANSA.

ISSO CANSA!!

Pois então, o que se faz nessas situações?

Infelizmente o que os fatos têm me mostrado é que o correto mesmo é mentir.

Existem pessoas que preferem a ilusão de uma possível realidade, ainda que seja uma realidade totalmente FALSA, do que uma verdade inocente.

Não fez mal algum? Mentira!

Aconteceu o inesperado? Mentira!

COMO ASSIM?? NEM TUDO A GENTE PLANEJA, CARAMBA!

ACIDENTES ACONTECEM, COISAS INESPERADAS ACONTECEM!

NEM TUDO É CULPA DE ALGUÉM, NEM TUDO É PLANEJADO MAQUIAVELICAMENTE.


Ter que provar inocência quando se é inocente CANSA!

É muito mais fácil ter a culpa, mas ser podre de tanta culpa, e mentir... Sem precisar provar. apenas MINTA! Fale mentira, prove com mentira.

Ah... Mentira tem perna curta? Grande coisa! Depois mente de novo e encobre a mentira.

Se não faço isso é porque tenho caráter. Se sou verdadeira é porque eu tenho honra.

MAS... ISSO CANSA.

ISSO REALMENTE CANSA!!

Ouvir grosserias de graça CANSA!

Levar um "soco no estômago" por susto quando se é surpreendida pela fúria de alguem sem que se tenha feito NADA... CANSA!


POR FAVOR, ALGUÉM ME ESCUTE!


ISSO CANSA!



ISSO CANSA!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

"Nós adquirimos a força que superamos."


Li esta frase há dias atrás e me pus a pensar. Na verdade já estava refletindo sobre várias coisas fazia tempo, mas isto chegou no momento certo.

Cheguei à conclusão de que é tão fácil ser uma vítima das atitudes alheias, que algumas pessoas acabam esquecendo de resolver seus problemas. Apenas reclamam, choram e culpam os outros. Sim, a culpa é sempre dos outros! A vítima não costuma ser ré... Pelo menos do seu ponto de vista reclamante.

Ainda que possa parecer, não estou me referindo à pessoa alguma (até porque seria muito mais prático falar diretamente, se fosse esse o caso). Mas o fato é que realmente muitas pessoas repetem essa cena, dia após dia. Constantemente me deparo com protestos e reivindicações (poucas coisas me perturbam tanto como isto!), todavia, são mínimas as reclamações que acabam recebendo a devida continuidade para que sejam extintas. Ou seja, são problemas criados para que se mantenham por um bom tempo como "existentes" e não como "solucionados", afinal, é tão mais simples se referir a si mesmo como atingido e poder chorar a miúdo pelos cantos por qualquer motivo fútil do que enfrentar as circunstâncias e terminar com o que gera preocupações, que essas pessoas parecem esperar que tudo se resolva de maneira independente.

No final desses pensamentos todos, cheguei em mim, e concluí também que ou posso me transformar em miserável, ou posso ser FORTE e aprender com os problemas que surgem. A escolha é minha, sempre será. Eu sei o que quero, e reafirmo voltando ao ponto de partida: "Nós adquirimos a força que superamos"*.
* Frase de Ralph Waldo Emerson.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Inevitável


Como é o nome dessa coisa que me faz perder o sono, que me faz sentir náuseas, que me faz chorar com profunda tristeza?

Certos fatos que acontecem na vida nos desarmam de tal maneira que acabam extinguindo nossa chance de defesa. Mesmo que tenhamos esse direito e sejamos merecedores dele.

Mais do que comum, é natural que existam injustiças, e é esperado que desentendimentos ocorram no decorrer do tempo. MAS COMO ACEITAR? Confesso, é muito mais difícil do que se imagina...

Quando se é mal compreendida ou colocada no centro de uma situação de conflito já existente, da qual não se tem culpa, surge um sentimento estranho. Sentimento sem nome. Difícil qualificá-lo, mas fácil descrevê-lo...

Decepção, desespero, tristeza... Revolta, muita revolta... Decisões, pensamentos que vão até o espaço e voltam... VAZIO... Todas estas sensações amalgamadas em um íntimo profundo e infinito.

Sentimo-nos no escuro.

O que resta é entender que no fim tudo acabará resolvido. Sim, isso é indubitável. Mas até que se conclua, continuaremos pensativos, absortos, procurando soluções madrugada adentro.

Óbvio, trivial, mas mesmo assim... Inevitável. Como sempre.